Esquadrias De Madeira: Normas Gerais De Execução 1

As esquadrias de  madeira devem obedecer rigorosamente, quanto à sua localização e execução, às indicações do projeto arquitetônico e respectivos desenhos de detalhes construtivos.

Na  execução dos serviços de carpintaria e marcenaria devem sempre ser empregadas madeiras de boa  qualidade, tais como cedro, peroba, ipê, canela,  imbuia e outras com a mesma características de  resistência.

Toda madeira a ser empregada deve ser seca  e isenta de  defeitos que comprometam sua finalidade, ou seja, rachaduras, nós, escoriações, falhas, empenamentos, etc.

Os  parafusos a serem empregados nos batentes devem  ter as cabeças embutidas,  dando-se o devido  acabamento com o enchimento sobre as  cabeças,  através de um fragmento da mesma madeira, colado e lixado, e que permita continuidade da superfície.

Nas portas internas do  WC,  as pernas dos batentes não devem alcançar o piso, ficando à altura do rodapé impermeável, para evitar o contato com as  águas de lavagem. As  folhas  devem ficar, no mínimo,  15 cm acima do piso.

Não é permitido o uso de madeira compensada em portas  externas, salvo se forem de fabricação especial resistente a intempéries. Não deve ser empregado o pinho nas esquadrias de madeira.

Colocação das Esquadrias

As esquadrias deverão ser colocadas por profissionais  especializados e habilitados, com utilização de ferramentas adequadas a fim de ser  assegurado um serviço de  acordo com a boa  técnica.

As folgas entre  as partes fixas e móveis serão ajustadas de forma a permitir um funcionamento fácil e normal.

As cavidades para  colocação das ferragens serão  abertas nos locais adequados e nos tamanhos ajustados.

As guarnições deverão ser colocadas em esquadro, devendo os batentes serem fixados aos tacos.

As folhas móveis deverão funcionar perfeitamente, sem  folgas demasiadas.

Batentes e Guarnições

Devem ser de peroba aparelhada (ou outra madeira  de iguais características de resistência), com espessura de 4,5 cm, rebaixo de  1 cm, largura igual à espessura  da folha, acrescida  de 2 mm.

Nas portas internas, a largura dos batentes  deve ser sempre  igual à espessura da  parede acabada.

Deve ser sempre fixados em tacos  de peroba por parafusos  de fenda, sendo os tacos em número de 3 (três) de cada lado, embutidos na alvenaria  e chumbados com argamassa de cimento e  areia 1:3.

Nas portas internas de instalações sanitárias, podem ser empregados batentes de  ferro chato ou alumínio (cantoneiras), fixados por parafusos  a  três  grampos de fero chato de  cada lado, chumbados à alvenaria.

Nas portas internas de instalações sanitárias podem ser usados contra-batentes  de peroba, espessura de  3  cm, grampos de ferro de cada  lado, chumbados à alvenaria.

Os batentes devem ser parafusados aos  contra-batentes.

Os batentes com acabamento para pintura devem ser protegidos com uma  demão  de óleo de linhaça e  só  não são colocados após a conclusão das alvenarias  que  os recebem.

Guarnições

Devem ser de cedro,  molduradas e aparelhadas, pregadas aos  batentes ao  longo da junta destes  com  as paredes.

Deve-se usar guarnições da mesma madeira empregada nas esquadrias  com acabamento  para cera  ou verniz ou pintura.

O arremate da guarnição com o piso, pode-se empregar o sócolo, com seção ligeiramente maior que a guarnição, e  cuja forma  ofereça homogeneidade  ao  conjunto. Nos pisos sujeitos  a  lavagens freqüentes, o emprego de sócolo  é indispensável, exceto  nos casos em que o batente esteja previsto acima do piso.

Folhas de Portas

As folhas de portas  devem  ser maciças (para locais  externos e de segurança)  e compensadas lisas (para interiores).

As maciças são folhas tipo calha, com sarrafos de imbuia, cedro (ou madeira de igual característica), aparelhadas macho  e fêmea, parafusadas a três  travessas horizontais de peroba a elas embutidas.

As folhas de portas externas devem  ter  a espessura mínima de 4,0 cm, salvo indicação expressa no projeto.

As f olhas compensadas devem ter  a  espessura  mínima  de 3,5 cm e ser sempre encabeçadas com madeira de acabamento e  folheadas nas  duas  faces com lâmina de madeira determinada.

Nas divisões internas não é permitido  o emprego de folhas compensadas com  estrutura semi-oca  do tipo  favo. As  folhas  com estrutura  de  sarrafos devem  apresentar  enchimento total.

Janelas

A execução das janelas de  madeira  será entregue à firma especializada, conhecida na praça e idônea.

Serão executadas d e  acordo com as indicações constantes do projeto arquitetônico e  detalhes  respectivos obedecendo ao especificado do item E.25.27.00 para esquadrias de madeira.

Portas  e Janelas

Na fabricação  das folhas  das  janelas, as travessas somente  poderão ser ligadas aos montantes através de respigas e cavilhas.

Na  janela de abrir para  dentro, a  travessa inferior será provida de pingadeira.

As folhas, quando subdivididas por meio de pinázeos, terão estes, na face externa, com os mesmos  rebaixos  das travessas e dos  montantes.

A  espessura  mínima das folhas  deverá ser de 3 cm e a  largura mínima dos  montantes  e travessas, de 7 cm.

Folhas de Venezianas

As venezianas serão feitas com o mesmo  tipo de material empregado para as  folhas..

Serão  formadas  por um quadro com montantes e travessas recebendo,  também, travessas intermediárias quando tiverem mais de 2 m de  altura.

Os montantes receberão  entalhes para  encaixe das réguas.

Disposições de Projeto

Deverão ser motivo de  especificação, no projeto:

a)     número de folhas, dependendo  da largura  do vão  da janela;

b)     sistema de  funcionamento, podendo ser de abrir, de  suspender (tipo  guilhotina), de correr, de  bascular ou pivotantes;

c)     disposição  das  travessas intermediárias e pinázeos.

Persianas

Serão feitas com réguas de freijó cedro ou equivalente, chanfradas, com  espessura adequada e  articuladas  por meio  de grampos  de arame de  latão, espaçados no máximo  de 50  cm.

O eixo será de  alumínio ou  peroba do campo, cilíndrico,  com 60 mm de diâmetro  no mínimo.

Os recolhedores para as fitas serão de ferro, dotados de  molas de aço,  com espelhos de  latão cromado.

As fitas  deverão ser  de  ferro perfilado ou preferencialmente  de  alumínio, em “ U”, com articulações e presilhas de retenção.

As caixas recolhedoras terão tampas parafusadas com parafusos de latão  e arruelas estampadas. Serão providas de bujões  do bronze com carretilhas para  reduzir  desgaste das fitas.

A colocação deverá ser feita de acordo com as  recomendações  do  fabricante.

Folhas de portas  devem  ser maciças (para locais  externos e de segurança)  e compensadas lisas (para interiores).

As maciças são folhas tipo calha, com sarrafos de imbuia, cedro (ou madeira de igual característica), aparelhadas macho  e fêmea, parafusadas a três  travessas horizontais de peroba a elas embutidas.

As folhas de portas externas devem  ter  a espessura mínima de 4,0 cm, salvo indicação expressa no projeto.

As f olhas compensadas devem ter  a  espessura  mínima  de 3,5 cm e ser sempre encabeçadas com madeira de acabamento e  folheadas nas  duas  faces com lâmina de madeira determinada.

Nas divisões internas não é permitido  o emprego de folhas compensadas com  estrutura semi-oca  do tipo  favo. As  folhas  com estrutura  de  sarrafos devem  apresentar  enchimento total.

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