Os serviços de envidraçamento devem ser executados rigorosamente de acordo com os detalhes do projeto arquitetônico e com  as disposições contidas  na NB-226 e nesta especificações.

A espessura dos vidros deve ser  considerada em  função das áreas das aberturas, distância das mesmas em relação ao  peso,  vibração e exposição aos ventos fortes dominantes.

Os  vidros a  serem empregados nas obras  não devem apresentar bolhas, lentes, ondulações, ranhuras ou outros defeitos.

Para assentamento das chapas  de  vidro, deve ser empregada massa  dupla de vidraceiro ou gachetas duplas de borracha, conforme indicação nos detalhes do projeto arquitetônico.

A massa de vidraceiro deve ser composta de  gesso crú e óleo de linhaça, devendo-se acrescentar-lhe o  pigmento adequado, caso necessário.

As chapas de vidro devem  ser sempre assentadas em  leito elástico,  quer de  massas (2 demãos) quer de  borracha; esta técnica não deve ser  dispensada, mesmo para a fixação de vidro com banquete de metal ou de madeira.

Antes  da  colocação dos  vidros nos rebaixos dos caixilhos, estes devem ser bem limpos e lixados; os  vidros devem ser assentados entre as  duas demãos finais da pintura de  acabamento.

Não devem ser empregados vidros  simples,  a não ser  em  casos excepcionais.

Os rebaixos devem ser dimensionados segundo a espessura, tipo de vidro e  tamanho dos  baguetes.

Vidros  Espessos    Vidros Finos
2 a 4  mm
Altura inclusive calços    20 mm    Sem calços 10 mm
Com calços 15 mm
Base    16 mm    10 mm
Duas  folgas entre  vidros e  rebaixo    4,5 mm    3 mm

Calços de apoio devem ser colocados em  toda a periferia do vidro espesso, ou 50 x 30 cm vidro fino.

Devem ser  de material plástico rígido (Neoprene ou borracha natural) e nunca  metálicos. Devem ter aproximadamente 50  x 50 mm. Quando a lâmina for de grande dimensão, deve-se utilizar calços periféricos a cada 50  cm, mais ou menos a 1/10 da medida total de  cada lado.

Quando se coloca as lâminas conjuntas de borracha  sintética (Neoprene),  em todo  seu contorno, não é necessário  o uso de calços.

A fixação de lâminas espessas e grandes deve  ser efetuada com uma massa sintética,  permanentemente plástica, com boa aderência  ao  vidro e ao caixilho,  colocada sem  que fique nenhum vácuo. No caso de se preferir um prévio enchimento  com espuma de poliuretano, deve ser aplicada uma vedação final (Weatherban da 3M ou Colmajunta  da Sika S.A.).

Nas  esquadrias abertas (sem baguetes) deve-se fixar o vidro com  pregos de vidraceiro para que as esquadrias de madeira e  com presilhas, pinos, grampos, etc., inoxidáveis para  as esquadrias metálicas.

Em todos os casos deve ser colocada massa dupla: uma contra o rebaixo e outra após o vidro  colocado.

As chapas de vidro devem sempre ser  manipuladas  de maneira a não  entrar em  contato com materiais duros  que venham  a produzir defeitos em suas superfícies ou bordas.

Na obra, as chapas  de  vidro  devem ser armazenadas em pilhas  apoiadas em material que não lhes danifique os  bordos,  com inclinação em  trono de 6%  em relação à vertical. O armazenamento deve  ser feito em local  adequado, ao abrigo da unidade e d e cobertas para evitar  infiltração  de poeira entre as  chapas. As condições do local devem ser tais  que  evitem condensação na  superfície das  chapas.

Vidro Comum

Incolores, planos e lisos  devem ser fornecidos  por  fabricante competente e não apresentar defeitos tais  como bolhas de  gás ou ondulações.

Os vidros comuns podem ser transparentes ou translúcidos  (impressos e  aramados), segundo indicação no  quadro de acabamentos.

A espessura deve ser determinada em função do  tamanho das aberturas e da altura sobre o solo no qual deve ser colocado (p.e. nos edifícios), sendo recomendados os seguintes valores mínimos:

Espessura Nominal
mm    Largura Máxima (*)
(m)    Comprimento Máximo (**)
(m)
2    0.30    0.80
3    0.60    1.30
4    1.00    1.80
5    1.40    2.30
6    1.80    2..80
7    2.20    3.00

Acima de 7mm a  fixação das  dimensões máximas  fica  sujeita a estudos especiais.

(*) Largura – menor dimensão  da  chapa
(**) comprimento – maior dimensão da chapa

As placas de vidro não devem apresentar defeitos de corte (beiradas lascadas, pontas salientes, cantos a quadrados, corte em  bisel), nem folga excessiva com relação ao requadro  de  encaixe.

O corte de  vidros tipo  Canelado e Tijolinho deve, tanto quanto possível , acompanhe  as  ranhuras  dos mesmos.

Vidro Temperado

Apresentam-se em vários tipos e acabamentos, transparentes e translúcidos, incolores ou colorido, de diferentes marcas  (Blindex, Clarite, Esmalite, etc.), porém não permite recorte posterior.

Oferece um alto teor de  segurança contra acidentes pois ao serem quebrados produzem fragmentos diminutos.

Em colocação auto portantes através de peças de fixação metálicas deve-se interpor,  entre essas  peças e a chapa de vidro, materiais  impatrescíveis, não higroscópicos e  que não escoem com o tempo sob pressão.

Para colocações auto-portantes, recomenda-se as seguintes  distâncias  entre os   bordos  e as  chapas de vidro:
a)     entre portas, 2 mm
b)     entre porta e vidro fixo, 3mm
c)     entre porta e bandeira, 3 mm
d)     entre porta  e piso, 7mm
e)     entre chapas  fixas, 1,5mm.

As  dimensões máximas para lâminas de  vidro  não poderão  ultrapassar as estabelecidas  pela norma ABNT NB- 226, conforme tabela anexa.

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