SIL A instalação elétrica de cozinhas

A cozinha merece uma atenção especial na hora de instalar fios e cabos elétricos. Confira as dicas da SIL para manter o local sempre seguro.

Nem sempre as cozinhas recebem a devida atenção no quesito instalação elétrica. É comum consumidores investirem em itens como revestimentos, armários e deixarem em segundo plano a contratação de um projeto elétrico adequado às suas necessidades. Resultado: possibilidade de subdimensionamento nos circuitos, número insuficiente de tomadas e, o mais grave, insegurança na instalação.

Para evitar tais problemas, o projeto de elétrica tem de ser previsto antes da construção, estando em harmonia com o projeto estrutural e arquitetônico do imóvel, o que vale para todos os ambientes, não apenas para a cozinha.

A particularidade da cozinha é que ela é um dos locais da residência com maior concentração de equipamentos elétricos de grande potência.

Hoje, grande parte das cozinhas conta com itens como máquina de lavar louça, forno elétrico, micro-ondas, geladeira, freezer, torneira elétrica, entre outros itens.

Daí a importância do projeto, que, de acordo com as exigências da NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão -, irá estabelecer a carga necessária para a instalação elétrica, a quantidade de circuitos (tomadas e pontos de luz), a capacidade dos disjuntores a serem utilizados, a seção nominal dos fios e cabos elétricos e todos os demais dados para que os produtos elétricos utilizados no imóvel sejam ligados corretamente.

Tomadas
É obrigatório haver a separação entre os circuitos de tomadas e os circuitos de iluminação na instalação. Conforme a NBR 5410, a seção nominal mínima (bitola) dos fios e cabos exigida para circuitos de iluminação é de 1,5 mm², enquanto que para as tomadas é de 2,5 mm². Outro ponto é que existem dois tipos de tomadas elétricas: as de uso geral e as específicas.

Nas cozinhas, as de uso geral normalmente são utilizadas para ligar aparelhos menores, como rádios, batedeiras e liquidificadores. Já as específicas, são utilizadas para ligar equipamentos como lava-louças, secadora de roupas, etc.

Alguns equipamentos usados na cozinha necessitam de circuito exclusivo para sua tomada. Nesses casos, o fabricante do produto deve informar na embalagem ou no manual de instalação se o item deve ser ligado em tomadas comuns ou em circuito específico, onde haverá capacidade de corrente elétrica superior e, consequentemente, fios e cabos com seções nominais maiores.

Depois de pronta a instalação, não há risco de ligar um produto que consuma mais de 10A numa tomada de uso geral, pois o plugue que vai ser ligado na tomada é diferente, para evitar esse erro.

Produtos e profissionais
Não basta ter um bom projeto se a instalação não for efetuada por profissionais qualificados e não contar com produtos certificados. Portanto, todos os materiais utilizados devem atender as normas vigentes no Brasil e o consumidor deve ficar atento a esses detalhes na hora da compra.

Nas embalagens de fios e cabos elétricos, por exemplo, há a identificação da certificação de conformidade do INMETRO, assim como ocorre com as tomadas, disjuntores, etc. E o profissional contratado para o trabalho deve ser capacitado para aplicar as exigências da NBR 5410.

Aterramento
Outro cuidado a ser tomado na instalação elétrica é o aterramento. Nesse caso, cabe destacar que nem todos os equipamentos devem ser aterrados como, por exemplo, liquidificador e batedeira elétrica.

Devem ser aterrados os que estão disponíveis com plugues de três pinos, dentre eles, o do forno de micro-ondas e da geladeira – ou caso o fabricante informe no manual de instalação, mesmo não havendo o terceiro pino.

O gerente de engenharia e qualidade da SIL informa que para efetuar o aterramento, deve-se utilizar o condutor de proteção na cor verde ou verde e amarela, conforme especificado na NBR 5410. As cores verde e amarela possuem uma função específica no produto: auxiliar o reconhecimento visual do cabo, o que garante ao instalador mais seguran ça durante a ligação dos fios.